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O Vasco da Gama enfrenta um momento delicado fora de campo. O clube apresentou à Justiça do Rio de Janeiro um pedido de empréstimo DIP de até R$ 150 milhões, dentro do processo de recuperação judicial, mas a liberação dos recursos está pendente de uma análise judicial.
Segundo Fred Luz, CEO da SAF, o aporte é importante para manter os compromissos financeiros do clube nos próximos meses e preservar o planejamento do futebol.
Por que o Vasco precisa do empréstimo?
Em declaração ao ge, Fred Luz afirmou que o dinheiro não seria destinado apenas a reforços para o elenco. O principal objetivo é garantir o cumprimento de compromissos com atletas, agentes, outros clubes, tributos e credores incluídos no processo de recuperação judicial.
De acordo com o executivo, a falta dos recursos pode provocar multas, dificuldades no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, entraves para a nova transação tributária e até a proibição de registrar novas transferências.
Por que o aporte está travado?
O pedido de R$ 150 milhões seria o segundo financiamento DIP solicitado pelo Vasco durante a recuperação judicial. O primeiro, no valor de R$ 40 milhões, já foi utilizado e teve a prestação de contas apresentada à Justiça.
O novo aporte seria feito pela Almirante Participações e Empreendimentos, empresa do empresário Marcos Lamacchia, que negocia a aquisição de 90% da SAF vascaína.
A juíza responsável pelo processo, Simone Gastesi Chevrand, decidiu aguardar um relatório parcial de auditoria solicitado pela 777 Partners, atual sócia da SAF, antes de analisar a liberação do dinheiro. A previsão inicial é de que as diligências levem pelo menos 15 dias.
Quais medidas o clube avalia?
Apesar da decisão, o Vasco avalia apresentar um agravo ou um pedido de reconsideração para tentar acelerar a análise judicial. Fred Luz afirmou que o empréstimo já fazia parte do planejamento financeiro da SAF e que a necessidade dos recursos era conhecida pelos órgãos que acompanham a recuperação judicial.
Qual é o tamanho do déficit projetado?
Os documentos apresentados à Justiça ajudam a dimensionar o desafio financeiro. Para 2026, o Vasco projeta aproximadamente R$ 500 milhões em receitas e quase R$ 800 milhões em despesas, o que representa um déficit estimado em cerca de R$ 300 milhões.
Sem uma nova injeção de recursos, a necessidade acumulada de caixa poderia chegar a R$ 150 milhões até o fim de outubro e a aproximadamente R$ 210 milhões até dezembro, conforme as projeções mencionadas no processo.
Impactos no mercado da bola
A demora na liberação do empréstimo também afeta o planejamento esportivo. Com a janela de transferências prevista para terminar em 11 de setembro, existe o risco de que os recursos sejam liberados depois do prazo, reduzindo a margem de manobra da diretoria.
O departamento de futebol avalia alternativas para reforçar o elenco e monitora as posições de meio-campo, defesa, ataque e ponta.
O que acontece agora?
O futuro financeiro e esportivo do Vasco depende dos próximos passos do processo de recuperação judicial e das negociações envolvendo o controle da SAF. Enquanto aguarda uma decisão sobre o empréstimo, a diretoria trabalha para preservar o funcionamento do clube e manter o planejamento da temporada.
O Vasco 360 continuará acompanhando os desdobramentos do caso e as decisões que possam afetar o clube.

