Alerta vermelho em São Januário

Alerta vermelho em São Januário

Alerta vermelho em São Januário: sem os R$ 150 milhões travados na Justiça,

Vasco corre risco de “apagão” financeiro

CEO da SAF relatou que, caso o aporte não seja aprovado, podem faltar recursos  para manter as atividades do clube

O Vasco da Gama vive um momento de tensão fora de campo. Nesse contexto, o clube apresentou à Justiça do Rio de Janeiro um pedido de empréstimo DIP de até R$ 150 milhões, dentro do processo de recuperação judicial.

apresentado à Justiça do Rio de Janeiro dentro do processo de recuperação judicial do clube,

CEO da SAF, Fred Luz, admitiu publicamente que a situação de caixa da instituição é crítica.

Em declaração ao ge, Fred Luz afirmou que o empréstimo é essencial não só para reforçar o elenco na atual janela de transferências, mas principalmente para garantir o cumprimento de compromissos financeiros do clube nos próximos meses. Segundo ele, pelas projeções internas da SAF, a partir do dia 20 de agosto, sem a liberação desses recursos, o Vasco vai enfrentar “uma situação extremamente delicada de caixa”.

O executivo detalhou que a falta do dinheiro pode comprometer pagamentos a atletas, agentes, outros clubes, tributos e credores que estão dentro do processo de recuperação judicial. Entre as possíveis consequências citadas por Luz estão multas, problemas no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, dificuldades para consolidar a nova transação tributária do clube e, no limite, a proibição de realizar novas transferências.

O pedido de R$ 150 milhões seria o segundo financiamento DIP buscado pelo Vasco durante a recuperação judicial

o primeiro, de R$ 40 milhões, já foi utilizado e prestado contas à Justiça nesta semana.

O novo aporte viria da Almirante Participações e Empreendimentos, empresa do empresário Marcos Lamacchia, que atualmente negocia a aquisição de 90% da SAF vascaína.

A juíza responsável pelo processo, Simone Gastesi Chevrand, decidiu aguardar um relatório parcial de uma auditoria solicitada pela 777 Partners — atual sócia da SAF — antes de analisar a liberação dos recursos.

A expectativa é de que esse processo de diligências leve pelo menos 15 dias, o que aumenta a pressão sobre o caixa do clube nas próximas semanas.

Apesar do revés, a diretoria não se deu por vencida:

o Vasco avalia apresentar um agravo ou um pedido de reconsideração para tentar acelerar a análise judicial. Fred Luz reforçou que o empréstimo não é uma novidade de última hora — segundo ele, já estava previsto no planejamento financeiro da SAF e a necessidade dos recursos era de conhecimento dos órgãos que acompanham a recuperação judicial.

Os documentos apresentados à Justiça ajudam a dimensionar a gravidade do momento financeiro. O Vasco projeta, para 2026, algo em torno de R$ 500 milhões em receitas contra quase R$ 800 milhões em despesas — um déficit estimado em cerca de R$ 300 milhões. Sem uma nova injeção de recursos, a necessidade acumulada de caixa pode chegar a R$ 150 milhões até o fim de outubro e à casa dos R$ 210 milhões até dezembro.

Com a janela de transferências fechando em 11 de setembro, o atraso na liberação do empréstimo ameaça diretamente o plano de reforços do técnico Pedro Emanuel. Mesmo que a Justiça acabe autorizando o aporte, existe o risco real de que o dinheiro só chegue depois do fim da janela, o que limitaria a margem de manobra da diretoria justamente no momento em que o clube tenta reforçar o elenco para escapar da zona de rebaixamento.

Ainda assim, o departamento de futebol segue nos bastidores em busca de alternativas: o clube mantém conversas para trazer um meia, um zagueiro e um jogador para atuar pelas pontas, além de monitorar o mercado por um centroavante.

A situação expõe, mais uma vez, o quanto o futuro esportivo do Vasco está atrelado aos rumos do processo de recuperação judicial e da disputa pelo controle da SAF. Enquanto a Justiça não decide sobre o empréstimo, o CEO Fred Luz e a diretoria vascaína correm contra o tempo para evitar que o problema de caixa se transforme em um obstáculo ainda maior — tanto para o dia a dia do clube quanto para os planos de reforço do elenco.